Os números da Aids nas Américas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de junho de 2001
José Puertas France PresseDe Washington 
Apesar dos eficientes meios de prevenção, existentes há mais de dez anos, cem mil pessoas morreram por causa da Aids nas Américas no ano 2000, e a cada mês acontecem vinte mil novas infecções. Vinte anos depois de ter sido identificado, cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo vírus da deficiência imunológica humana (HIV-Aids), das quais 2,7 milhões nas Américas.
Atualmente, há 1,4 milhão de pessoas que já desenvolveram a doença na América Latina, 390 mil no Caribe e cerca de um milhão na América do Norte, segundo cifras da Organização Pan-americana da Saúde (OPS). No Brasil, a epidemia já causou a morte de 150 mil pessoas.
Mais de 15 anos depois de terem sido identificados os mecanismos de transmissão, a cada dia em todo o mundo são infectadas 16 mil pessoas, nas Américas 20 mil por mês e um quarto de milhão por ano.
No Caribe a grande maioria das pessoas contraem o HIV durante relações heterossexuais sem proteção.
Na América Central, Honduras concentra a metade dos casos da região. O meio principal de transmissão também é a relação heterossexual sem proteção. No Cone Sul, os mais atingidos são os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis (UDI). O Brasil tem a mais alta taxa de infecção.
Na América do Norte inclusive o México 90% dos casos relatados correspondem a HSH ou UDI, e somente 10% a relação heterossexuais sem proteção.


