Os cardeais que deixaram saudades aos paranaenses
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quarta-feira, 13 de março de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Londrina Eles não fazem parte do grupo apontado como favorito a ocupar o posto máximo da Igreja Católica. Mas enquanto o mineiro d. Geraldo Majella Agnelo, de 79 anos, e o catarinense d. João Braz de Aviz, de 65 - integrantes do colégio eleitoral mais importante do mundo cristão se empenham na escolha do novo papa, ouvir quem já conviveu em maior ou menor grau com eles, mostra que o Norte do Paraná tem motivos extras para se interessar pelo conclave, evento midiático global que faz os olhos do mundo pousarem com atenção especial na deslumbrante Capela Sistina, no Palácio Apostólico, no Vaticano.
Majella Agnelo foi a autoridade religiosa mais importante da região por quase uma década. Como arcebispo de Londrina, comandou uma província católica que hoje se divide em 76 paróquias. Em território pé-vermelho se projetou. De Londrina, partiu para Roma, onde foi secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Na volta, garantiu o almejado posto de arcebispo primaz do Brasil e comandou a Igreja na Bahia. Foi braço direito da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, uma das mais bem sucedidas iniciativas de combate à mortalidade infantil da história.
Braz de Aviz foi criado em Borrazópolis (Vale do Ivaí) e foi ordenado padre na paróquia de Apucarana, onde, entre idas e vindas, permaneceu por 22 anos. Dedicou-se à formação de padres, foi diretor dos seminários maiores de Apucarana e Londrina. Também foi reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI.
Ambos viveram intensamente a região, como confirma relatos coletados pela FOLHA nos últimos dias. Majella Agnelo deixou amigos, visita sempre a cidade, acompanha até hoje os desdobramentos da Pastoral da Criança na região, trabalho apadrinhado por ele que daqui ainda forma agentes que vão salvar vidas mundo afora. Nem se quisesse, Aviz poderia se esquecer do Paraná. Além de parentes e amigos, ele carrega no corpo dezenas de fragmentos de chumbo pelo corpo, resquício de uma quase morte numa estrada do Vale do Ivaí.
Há ainda um terceiro cardeal com forte influência paranaense, justamente um dos candidatos mais fortes: d. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, que foi seminarista em Toledo, Campo Largo e Curitiba, além de atuar como padre em Toledo e Cascavel.

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