Brazzaville

France PressMedoApesar de anunciadas ordens para que cessem os saques, os milicianos que derrubaram o Governo do Congo continuam a aterrorizar a população, em Brazzaville. As pessoas começam a voltar à cidade ao final da guerra civil, mas os militares que dominam as ruas provocam mais medo que segurançaOs saques em Brazzaville continuavam ontem de manhã, enquanto os moradores da cidade voltavam lentamente a seus lares, principalmente aos bairros do norte, onde se encontram os partidários de Denis Sassu Nguesso, vencedor da guerra civil. O Estado maior deu ordem para interromper os saques, mas ‘‘os milicianos têm a cabeça dura’’, afirmou Jean-Marie Tassoua, ‘‘General Giap’’, pessoa ligada ao chefe de estado-maior.
Depois de sua vitória, o general Denis Sassou Nguesso destacou quais eram os bairros ‘‘saqueáveis’’, informou um representante militar. Aparentemente, estas ordens não foram respeitadas.
Bacongo, bairro de Bernard Kolelas, prefeito da cidade, onde a atividade continuou durante os combates, foi evacuado por seus habitantes no início da semana, quando Kolelas se declarou a favor de Lissuba, o presidente deposto. Aparentemente não houve nenhum saque nesta área.
Os ‘‘cobras’’, milicianos de Nguesso, esvaziam as casas do centro da cidade e dos bairros residenciais, mas as escassez de veículos e a falta de combustível começam a ser obstáculos para os ladrões. Os milicianos foram obrigados a deter os roubos na embaixada chinesa.
Não se têm notícias de nenhum confronto, apenas de alguns disparos realizados por bandidos, explicou à AFP o coronel Maurice Morel, representante de logística. Durante a noite, foram ouvidas numerosas detonações de armas ligeiras. Foram, segundo os milicianos, tiros para o alto.

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