Caracas - A vice-presidente da Fedecámaras, principal organização empresarial da Venezuela, Albis MuÀoz, disse ontem que cerca de 4 milhões de assinaturas foram arrecadadas para um abaixo-assinado que visa forçar o governo a aceitar a tramitação de uma emenda constitucional pela qual o mandato do presidente Hugo Chávez seria reduzido de seis para quatro anos, o que abriria caminho para a sucessão presidencial, segundo informações do jornal venezuelano El Universal.
As assinaturas, que estão sendo recolhidas entre os 12 milhões de eleitores do país, devem ser encaminhadas à Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem participado da mediação da crise, à União Européia e ao Grupo de Amigos da Venezuela (Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, México e Portugal), formado por sugestão do Brasil para buscar uma solução para a crise.
A oposição venezuelana iniciou uma greve geral no país no dia 2 de dezembro para tentar forçar a antecipação das eleições presidenciais, marcadas para 2006. No sábado, Alejandro Armas, um dos porta-vozes da Coordenação Democrática, anunciou que apenas o setor petrolífero continuaria afetado pelo movimento. ''A greve geral atingiu seus objetivos, e o movimento entra agora numa nova fase'', declarou Armas.
A volta gradativa à normalidade econômica se deve também à decisão de empresários, mesmo os mais intransigentes, de reabrir suas portas para evitar o risco de quebradeira.

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