Agência Estado
De Zagreb
Os croatas derrubaram o partido que os levou à independência, optando por uma coalizão opositora que promete uma retomada no avanço econômico e melhores laços com o Ocidente, de acordo com resultados eleitorais de anteontem.
A coalizão entre social-democratas e social-liberais venceu facilmente em nove dos 11 colégios eleitorais, com mais de 84% das urnas apuradas, nas primeiras eleições parlamentares desde a morte do presidente Franjo Tudjman.
O resultado daria 71 cadeiras à coalizão na câmara baixa do parlamento. A União Democrática Croata, de Tudjman, que governou a Croácia desde sua primeira eleição multipartidária, em 1990, conseguiu 40 cadeiras. Uma aliança flexível entre quatro partidos oposicionistas conseguiu eleger 24 parlamentares. As outras vagas foram divididas entre partidos de menor expressão, representantes da diáspora croata e minorias.
‘‘Estamos conscientes de nossa força, mas não fugiremos de nossas responsabilidades’’, disse Ivica Racan, escolhido pela coalizão para primeiro-ministro. Racan prometeu integrar a Croácia a instituições ocidentais como a União Européia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O sentimento de que a Croácia estava acordando para um novo começo prevalecia em todo o país, com cidadãos comuns procurando rádios independentes para expressar seu contentamento.
Em Bruxelas, a UE recebeu com satisfação os resultados da eleição na Croácia e esperava que coalizão oposicionista vencedora do pleito pressagie uma era de reformas democráticas.
‘‘Estou confiante de que as futuras políticas da Croácia sejam claramente orientadas à Europa e aos valores europeus’’, disse o alto comissário da União Européia para segurança e política externa, Javier Solana.

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