BELGRADO - A ‘‘Longa marcha’’ dos adversários do presidente sérvio, Slobodan Milosevic alcançou ontem seu objetivo depois de 80 dias de muitos protestos nas ruas, mas a oposição se manteve mobilizada para que a Sérvia se converta numa democracia real.
‘‘Nosso dever número um é instaurar um sistema democrático. Até que o sistema político não tenha mudado, não haverá recuperação econômica’’, disse ontem um dos tres chefes da oposição, Vuk Draskovic, para 20 mil simpatizantes reunidos no centro de Belgrado.
Mas esta semana já marca uma giro na crise iniciada depois da anulação parcial dos resultados das eleições municipais de 17 de novembro passado.
Depois das cenas de violência policial registradas domingo e segunda-feira últimos contra manifestantes, condenadas por unanimidade no exterior, o presidente Milosevic cedeu às pressões. Mandou o governo elaborar um projeto de lei que reconheça as vitórias da oposição em 14 cidades importantes, entre elas Belgrado, segundo as conclusões de uma missão que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) realizou em dezembro passado.
O parlamento deve examinar o projeto na terça-feira próxima em sessão extraordinária e se tudo sair como o previsto, a oposição poderá assumir o poder nestas cidades em, no máximo, 15 dias.

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