Oposição se une em campanha anti-Chávez
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
France Presse 
Caracas- Dezenas de milhares de opositores saíram às ruas ontem na capital venezuelana para realizar o último protesto contra a reforma socialista da Constituição, que concede novos poderes ao presidente Hugo Chávez e será submetida a referendo no domingo.
A gigantesca manifestação contra a reforma reuniu estudantes e grupos políticos de oposição e ocupa a simbólica avenida Bolívar, no centro de Caracas, até então reduto dos ''chavistas''.
A manifestação, convocada pelo movimento universitário, partiu de quatro pontos de Caracas e é integrada, principalmente, por jovens.
Muitos manifestantes usam camisetas que mostram uma mão aberta (símbolo dos estudantes) ou a palavra ''Não''.
O presidente dos diretórios da Universidade Central da Venezuela (UCV), Ricardo Sanchéz, disse aos jornalistas que ''os estudantes têm muitas coisas para fazer e trabalhar para centralizar os esforços para o próximo dia 2 de dezembro''.
Com a nova constituição, Chávez promete a ''revolução na revolução'' e a construção do ''socialismo do século XXI'', com reeleição presidencial indefinida, a criação de uma economia socialista e a constituição de um poder popular baseado em comunidades autogovernadas.
O governo tem denunciado supostos planos de violência e desestabilização.
Leopoldo López, prefeito do município de Chacao e integrante do partido Um Novo Tempo (UTN), disse que a ''violência só favorece o governo, porque a meta dos partidários do 'Não' é a participação em massa''.
Segundo López, esta é uma disputa desigual, na qual a população enfrenta um Estado que emprega todas as suas forças e a sua máquina para fazer valer a vontade de Chávez.
''Se não vierem votar para rejeitar esta reforma, o 'Não' perderá'', advertiu López sobre a abstenção. A vitória do ''Sim'' levará a ''Venezuela a amanhecer na segunda-feira sob um regime socialista autoritário, com o poder concentrado nas mãos de apenas um homem (...) que administrará de forma arbitrária as riquezas'' do país.
A última pesquisa, publicada pelo instituto privado Hinterlaces, prevê uma eleição extremamente apertada, com uma ligeira vantagem para o ''Não'', que aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% para o ''Sim''.


