Cidade do México - Depois de ter deixado o governo colombiano esperando por oito dias sobre sua posição oficial com relação ao novo acordo de paz elaborado pelos negociadores do Estado e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Centro Democrático, partido do ex-presidente Álvaro Uribe, principal defensor do "não", resolveu se pronunciar contra o tratado. Os uribistas disseram ainda não estar satisfeitos com a nova versão do documento, que acolheu algumas de suas sugestões, mas não tocou em pontos considerados essenciais, como o impedimento da elegibilidade política dos ex-guerrilheiros.

Após a rejeição do acordo em plebiscito popular, no último dia 2 de outubro, as Farc aceitaram algumas das mudanças propostas pelo grupo do "não" com relação à Justiça, colocando limites na atuação dos tribunais especiais, e com relação a oferecer um completo inventário de seus bens. Porém, a guerrilha disse não abrir mão da possibilidade de concorrer a eleições.

O ex-presidente Uribe, então, apresentou uma nova proposta: quer dialogar diretamente com a guerrilha. "Temos disposição de dialogar com o governo e as Farc sobre as modificações que pedimos", afirmou Uribe por meio de um comunicado. Por meio de seu porta-voz, Ricardo Téllez, as Farc se opuseram à ideia de conversar diretamente com os uribistas. "Nosso interlocutor com o Estado colombiano continua sendo a equipe de negociadores", afirmou.

O projeto do governo agora é seguir com o plano inicial: apresentar o texto ao parlamento e então decidir como será referendado, ou por meio de uma votação no Congresso ou por decreto presidencial.

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