São Paulo- Centenas de quenianos desafiaram a proibição do governo e a repressão policial em protestos contra o presidente Mwai Kibaki, reeleito em um pleito marcado por irregularidades. Gás lacrimogêneo e tiros foram usados para dispersar os manifestantes, matando ao menos duas pessoas. ''Estava tão cheio, o espaço era muito apertado. Eu estava tentando escapar e levei uma bala na perna'', afirmou, do hospital, Oscar Junior, 18, um dos ao menos três baleados em Kibera, favela em Nairóbi. Imagens exibidas pela rede de TV queniana KTN mostram um policial atirando em um rapaz, aparentemente desarmado, e chutando o ferido. Foi apenas o primeiro dos três dias de protestos convocados por Raila Odinga, líder do Movimento Democrático Laranja e candidato derrotado à Presidência. A oposição alega irregularidades na apuração e exige o cancelamento do pleito -que, segundo observadores internacionais, foi fraudado pelos governistas. O partido de Odinga conquistou, no mesmo dia, 95 vagas no Parlamento, contra 43 da legenda de Kibaki.

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