Oposição quer eleições até março
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas A oposição venezuelana desafiou o presidente Hugo Chávez a adiantar as eleições, caso perca uma consulta não obrigatória convocada para 2 de fevereiro pela autoridade eleitoral, baixando o tom e sem mencionar o pedido de sua renúncia.
''Aceite que se perder convocará as eleições gerais em menos de 30 dias'', disse numa coletiva de imprensa o presidente da Confederação dos Trabalhadores de Venezuela (CTV), Carlos Ortega, um dos líderes da oposição, que mantém uma greve geral de 25 dias.
Depois de exigir durante semanas a renúncia de Chávez, Ortega optou por apelar para a mediação da OEA para que o presidente aceite o desafio na mesa de diálogo. Segundo Ortega, a oposição fará novos protestos nas ruas para pressionar o governo com vistas à assinatura de um acordo em que ''se fixem eleições gerais para o primeiro trimestre de 2003''.
Negociações A mesa de negociação da Venezuela ainda está longe de alcançar uma solução eleitoral para a crise do país, mas em breve pode obter um ''pré-acordo'' para evitar a violência e renovar o tão criticado organismo eleitoral, informou Aristóbulo Istúriz, representante do governo.
Istúriz, ministro da Educação, Cultura e Esportes, disse à rede de televisão estatal VTV que ''existe uma espécie de pré-acordo'' para a assinatura de um documento preliminar de 24 tópicos, que não contempla uma solução eleitoral.
A chamada mesa de negociação foi instalada no dia 8 de novembro pelo secretário-geral da OEA, César Gaviria, que atua como mediador.
Em relação ao principal tema da mesa, a convocação de eleições, não existe acordo.


