São Paulo - Os principais grupos de oposição no Bahrein exigiram ontem a renúncia do governo antes de participar do diálogo nacional oferecido pela monarquia após os protestos antirregime que estouraram no país em 14 de fevereiro.
A demanda foi feita por seis grupos opositores em uma carta dirigida ao príncipe herdeiro do Bahrein, Salman bin Hamad Al Khalifa, encarregado de realizar o diálogo com o objetivo de acabar com a tensão política no pequeno, mas rico reino.
A carta - que foi assinada por opositores xiitas, esquerdistas e pan-árabes - exige também a liberação dos presos políticos e que as autoridades garantam os direitos e a segurança dos manifestantes reunidos na Praça Lulu, no centro da capital do país, Manama. O texto pede que uma comissão independente investigue e leve a julgamento os responsáveis pelas sete mortes de manifestantes pela repressão policial.
O rei do Bahrein, Hamad bin Issa AL Khalifa, remodelou no último fim de semana seu governo e demitiu algumas das figuras mais controversas. O Bahrein é o primeiro Estado do golfo a ser atingido pelas revoltas no mundo árabe.

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