Estrasburgo, França - Líderes opositores venezuelanos pediram nesta quarta-feira (13) à UE (União Europeia) que mantenha uma atitude firme ante a ditadura de Nicolás Maduro ao receber o "Prêmio Sakharov de Liberdade de Opinião", concedido pela Eurocâmara a todos os venezuelanos.

O presidente do Parlamento da Venezuela, Julio Borges, e o exilado Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas, receberam o prêmio em Estrasburgo, nordeste da França, com um chamado à comunidade internacional para alcançar uma "transição" em seu país.

"Pedimos à Europa que se mantenha firme em seu compromisso para conseguir a liberdade de mais de 300 presos e de 30 milhões de venezuelanos que hoje não a respiram", disse Ledezma, lendo uma mensagem do líder opositor Leopoldo López, em prisão domiciliar em seu país.

Com discursos enérgicos apelando para a emoção, os dois líderes descreveram a "crise humanitária" que vive seu país, onde, nas palavras de Borges, "o regime sequestrou a democracia", "instaurou a fome" e "destruiu o sistema de saúde".

"Essa situação não pode continuar assim. Por esse motivo foi decidido entregar o Prêmio Sakharov à oposição democrática", assegurou o presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani, que pediu que "o país volte à democracia, à dignidade e à liberdade".

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