Oposição mantém greve na Venezuela
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2002
Líderes sindicais indicam que o movimento vai prosseguir até a queda do presiden 
Caracas A oposição venezuelana decidiu manter a greve geral e prosseguir com as manifestações exigindo a renúncia do presidente Hugo Chávez, revelou o líder sindical Carlos Ortega. ''A greve nacional é um sucesso incontestável. Estamos muito perto da saída, que é a renúncia do ditador Chávez'', disse Ortega à imprensa. Ortega garantiu que 90% do comércio na Venezuela ''permanece fechado'' e o abastecimento de gasolina é crítico.
O líder sindical também anunciou passeatas e concentrações em seis cidades do país, mas não mencionou protestos em Caracas.
O presidente da associação empresarial Fedecámaras, Carlos Fernández, disse que o abastecimento de alimentos está garantido por parte dos empresários, mas o governo precisa manter a segurança do transporte e nos mercados, o que não ocorre neste momento.
Postos fechados Mais de 60% dos postos de gasolina da Venezuela estão fechados por falta de combustível, no décimo-oitavo dia da greve geral que afeta a indústria petroleira do país. Nos poucos postos ainda abertos, as filas de veículos são longas.
''Dos 1.720 postos da Venezuela, mais de 60% estão sem combustível'', afirmou ontem a jornalistas o presidente da Fenegas (entidade que reúne os donos de postos de gasolina), Juan Vaquero. ''A situação é delicada. A escassez de combustível atinge todo o país e o trânsito já está menos intenso'', disse Vaquero.
Em Caracas, mais de 70% dos postos estão fechados.


