France PresseSob pressãoBenjamin Netanyahu perde prestígio entre o eleitorado de direitaReforçando a pressão sobre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a rádio dos colonos judeus acusou-o ontem de planejar reduzir os assentamentos nos territórios palestinos. Segundo a emissora Canal 7, Netanyahu manifestou essa intenção ao reunir-se, quinta-feira, com diretores de jornais.
No encontro, Bibi divulgou um mapa no qual estavam assinaladas duas ‘‘faixas de segurança’’ verticais na Cisjordânia, cujo controle, segundo o primeiro-ministro, é necessário para a proteção de Israel. Uma faixa corre ao longo do Vale do Jordão e a outra, ao longo das linhas de armistício anteriores à Guerra dos Seis Dias (em 1967).
De acordo com a rádio, Netanyahu está disposto a desalojar vários assentamentos - entre eles Beit El e Ofra, na área de Ramallah, e Ganim e Guinot, na região de Jenim - como parte da ‘‘reorganização’’ da presença israelense na Cisjordânia.
As críticas dos colonos contra Netanyahu (que, publicamente, tem prometido ampliar os assentamentos) começaram quando o dirigente apresentou quarta-feira ao gabinete um plano prevendo uma pequena retirada militar da Cisjordânia (que, segundo a imprensa, abrangeria entre 6% e 8% do território) - condicionada ao início de negociações aceleradas com os palestinos para um acordo final de paz e ao lançamento, pela Autoridade Palestina (AP), de uma dura ofensiva contra o terror.
O gabinete deve aprovar o projeto hoje. Entretanto, membros ultranacionalistas da coalizão de governo ameaçaram derrubar Netanyahu se forem devolvidas mais terras aos palestinos, enquanto os colonos marcaram também para hoje em Jerusalém uma grande manifestação de repúdio ao primeiro-ministro.
Acreditando que a coalizão não se sustentará por muito tempo, o líder da oposição trabalhista, Ehud Barak, determinou quinta-feira que os funcionários e ativistas do partido iniciem os preparativos para eleições gerais em 1998 - dois anos antes do previsto. Segundo pequisas, Barak tem 47% das intenções de voto, 14 pontos porcentuais a mais que Netanyahu.

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