Caracas A Coordenadora Democrática (CD) da Venezuela, oposição, planeja realizar nas próximas quinta ou na sexta-feira a ''grande tomada de Caracas'', para marcar a semana em que planeja radicalizar a greve por tempo indeterminado, para exigir a renúncia do presidente Hugo Chávez, confirmou à AFP Jesús Torrealba, dirigente da coalizão. ''Haverá grandes concentrações em diferentes locais da cidade'', explicou. Torrealba disse que não está descartada a possibilidade de que a passeata se dirija ao palácio Presidencial de Miraflores. Insistiu em que ''por motivos estratégicos, não queremos fazer anúncios antes do tempo.
Ele também afirmou que o bloqueio de estradas e avenidas, denominado 'trancazo' terminou ontem, sem incidentes maiores.
Hoje, os adversários de Chávez marcharão para o panteão nacional onde repousam os restos do herói da independência de vários países latino-americanos, Simón Bolívar.
Passeata dispersada A polícia de Caracas dispersou ontem com balas de borracha e gás lacrimogêneo os opositores que bloquearam ruas da capital da Venezuela numa greve contra o governo de Hugo Chávez. Chefes policiais informaram à imprensa que os manifestantes que exigem a renúncia de Chávez lançaram pedras nos guardas que tentavam romper os bloqueios.
Seguidores do presidente Hugo Chávez também saíram às ruas para encarar a oposição, o que obrigou a polícia a colocar barreiras para evitar choques.
Preço do petróleo O preço do petróleo subiu ontem, alcançando o nível mais alto em dois meses, devido à inquietação do mercado ante o agravamento da crise política na Venezuela, onde as exportações estão paralisadas há 15 dias. Às 17 horas GMT, o barril do Brent do mar do Norte para entrega em janeiro, referência no International Petroleum Exchange (IPE) de Londres, era negociado a 28,31 dólares depois de abrir a 27,68 dólares e fechar a sexta-feira a 27,21 dólares.
Já em Nova York, o preço do barril ultrapassou ontem a barreira dos 30 dólares, pela primeira vez desde meados de outubro.
Ação do Governo O maior complexo de refino de petróleo do mundo, Paraguaná (300 km a noroeste de Caracas), está sendo vigiado pelo exército da Venezuela, denunciou ontem seu gerente-geral, Edgar Rasquin. Ele contou que chegou a ser detido por várias horas por se negar a ser substituído no cargo.
''Há uma presença maciça de efetivos da (militarizada) Guarda Nacional nas instalações, que estão restringindo a passagem'' ao Complexo Refinador de Paraguaná, disse Rasquin em entrevista à rede de televisão Globovisión.
O complexo é vital para a indústria petroleira da Venezuela que foi paralisada pela greve geral da oposição que entrou na segunda semana.
A gigantesca unidade processa em condições normais mais de um milhão de barris diários de combustível dos 2,5 milhões de barris produzidos pelo país antes da greve.

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