Os opositores responsabilizaram ontem o presidente Alberto Fujimori pelos violentos conflitos da sexta-feira, que deixaram seis mortos e centenas de feridos e detidos. Ao mesmo tempo, o governo decretou em estado de emergência o Banco da Nação, um dos quatro edifícios públicos incendiados, pelo período que for necessário para sua reconstrução ou aquisição de uma nova sede. Além disso, decretou que os familiares dos seis falecidos, que eram vigilantes particulares do banco, recebam de uma só vez uma indenização equivalente a US$ 11.600 dólares e uma pensão mensal cujo valor ainda não foi estabelecido. Entre os escombros do primeiro andar do prédio do banco destruído, os bombeiros encontraram uma caixa-forte blindada que resistiu ao incêndio e que foi enviada sob custódia a uma delegacia. As forças oposicionistas manifestam terem exercido ‘‘o direito a protestos pacíficos’’, como lhes outorga a Constituição, nos dias 26 e 27 de julho, e acrescentam ser muito sintomático que em 28 de julho, quando ‘‘as forças repressoras assumiram o papel principal dos acontecimentos’’, tenham ocorrido ‘‘atos de vandalismo que a polícia teria podido facilmente impedir’’.

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