Oposição convoca dia de luto e fúria
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - A oposição convocou um ''dia de luto e fúria'' ontem, na Síria, depois da morte de centenas de pessoas numa escalada da repressão do regime e horas antes da reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que não consegue superar suas divisões para por fim à violência.
Os confrontos na Síria provocaram cem mortes na segunda-feira, incluindo 55 civis que perderam a vida em ações das forças de segurança do governo, em sua maioria na região de Homs, anunciou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
O grupo opositor Comitês de Coordenação Local afirmou que as forças de segurança do ditador Bashar al Assad aumentaram a repressão nos arredores da capital Damasco. O grupo afirma que o efetivo usado é ''sem precedentes''.
Segundo os manifestantes, a localidade de Guta Leste, na região da Capital, está há quatro dias sob cerco completo de soldados fiéis a Assad e a eletricidade, a água e as redes de comunicações estão cortadas. A região, assim como outras localidades próximas, estão recebendo tanques do Exército e acontecem bombardeios e explosões.
Já o membro do Exército Livre Sírio, Malik Kurdi, afirmou que militares desertores estão avançando sobre localidades da região e que conseguiram atingir alguns veículos blindados nas proximidades de Damasco, em Homs e Idlib.
Na noite de segunda-feira, o Ministério do Interior do país anunciou que a periferia de Damasco estava sob controle do governo e a perseguição contra grupos terroristas continuava.
O aumento nos confrontos aconteceu no dia em que o Conselho de Segurança da ONU decidiu a aplicação de uma resolução contra a Síria. Na segunda-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, cobrou uma solução política do conselho à violência na Síria, enquanto a Casa Branca disse que a saída do ditador Bashar al Assad é ''inevitável''.
''O Conselho de Segurança deve atuar e deixar claro ao regime sírio que a comunidade internacional vê suas ações como uma ameaça à paz e à segurança. A violência deve acabar para que comece um novo período de transição democrática'', afirmou Hillary em comunicado do Departamento de Estado.


