Oposição considera os ataques inúteis
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terça-feira, 22 de dezembro de 1998
Das agências 
Um grupo da oposição iraquiana no exílio classificou de inúteis os recentes bombardeios anglo-americanos contra o Iraque já que Saddam Hussein continua no poder e em três ou quatro meses ressurgirá.
Enquanto Saddam estiver no poder, as armas de destruição em massa nas mãos de Bagdá não poderão ser eliminadas. As palavras de Washington e Londres sobre a necessidade de se manter Saddam em sua jaula não têm, portanto, nenhum sentido, declarou Nabil Musawi, dirigente do dissidente Congresso Nacional Iraquiano.
Para o representante da resistência iraquiana é necessário colocar em prática um plano político-militar para libertar o Iraque.
Musawi propôs a seu movimento - que há meses reivindica um papel de liderança na luta contra o regime de Bagdá e solicita que o Ocidente lhe dê apoio logístico - a levar a cabo tal plano.
Cada dia que passa com Saddam no poder continuam os horrores e as brutalidades, algo que vai além do que o Ocidente possa imaginar, acrescentou Musawi, que citou como exemplo, o recurso à violação para obter confissões.
Segundo o líder da oposição, o presidente iraquiano não goza de nenhum tipo de apoio real entre a população do país, pois seu poder se baseia apenas em ameaças e o terror.
Exigência iraquiana O vice-primeiro-ministro iraquiano Tarek Aziz exigiu ontem que Estados Unidos e Grã-Bretanha prestem contas dos ataques militares que empreenderam durante quatro dias contra o Iraque.
Toda a discussão ou negociação unilateral ou direta conosco ou no Conselho de Segurança sobre o futuro não será aceita pelo Iraque a não ser que os agressores prestem contas do que fizeram, declarou Aziz durante entrevista à imprensa em Bagdá.
Esta agressão deve ser objeto de debates e não importa qual instância. São criminosos e esta agressão é criminosa, prosseguiu Aziz, reafirmando que com isto o embargo imposto ao Iraque deve ser levantado. A ONU impôs ao Iraque um embargo em 1990.


