Um grupo da oposição iraquiana no exílio classificou de ‘‘inúteis’’ os recentes bombardeios anglo-americanos contra o Iraque já que Saddam Hussein continua no poder ‘‘e em três ou quatro meses ressurgirᒒ.
‘‘Enquanto Saddam estiver no poder, as armas de destruição em massa nas mãos de Bagdá não poderão ser eliminadas. As palavras de Washington e Londres sobre a necessidade de se manter Saddam em sua jaula não têm, portanto, nenhum sentido’’, declarou Nabil Musawi, dirigente do dissidente Congresso Nacional Iraquiano.
Para o representante da resistência iraquiana ‘‘é necessário colocar em prática um plano político-militar para libertar’’ o Iraque.
Musawi propôs a seu movimento - que há meses reivindica um papel de liderança na luta contra o regime de Bagdá e solicita que o Ocidente lhe dê apoio logístico - a levar a cabo tal plano.
‘‘Cada dia que passa com Saddam no poder continuam os horrores e as brutalidades, algo que vai além do que o Ocidente possa imaginar’’, acrescentou Musawi, que citou como exemplo, ‘‘o recurso à violação para obter confissões’’.
Segundo o líder da oposição, o presidente iraquiano não goza de nenhum tipo de ‘‘apoio real’’ entre a população do país, pois seu poder se baseia apenas em ameaças e o terror’’.
Exigência iraquiana O vice-primeiro-ministro iraquiano Tarek Aziz exigiu ontem que Estados Unidos e Grã-Bretanha prestem contas dos ataques militares que empreenderam durante quatro dias contra o Iraque.
‘‘Toda a discussão ou negociação unilateral ou direta conosco ou no Conselho de Segurança sobre o futuro não será aceita pelo Iraque a não ser que os agressores prestem contas do que fizeram’’, declarou Aziz durante entrevista à imprensa em Bagdá.
‘‘Esta agressão deve ser objeto de debates e não importa qual instância. São criminosos e esta agressão é criminosa’’, prosseguiu Aziz, reafirmando ‘‘que com isto o embargo imposto ao Iraque deve ser levantado’’. A ONU impôs ao Iraque um embargo em 1990.

mockup