Oposição busca ajuda de vizinhos para resolver apagão
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terça-feira, 12 de março de 2019
Sylvia Colombo <br> Folhapress 
Buenos Aires, Argentina - O deputado Juan Andrés Mejía, 33, coordenador do Plan País, grupo que desenha as estratégias da Assembleia Nacional, disse à reportagem que a oposição venezuelana pediu ajuda fora do país para restabelecer a energia em todo o território. "Já conversamos com empresas privadas de países vizinhos, com governos e com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], mas nosso poder sempre será limitado enquanto o ditador Nicolás Maduro estiver usurpando o cargo", disse, por telefone, nesta terça-feira (12).
Mejía, que também é responsável por traçar os movimentos de Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela, conta que não há retrocessos nem mudança de planos nas estratégias do bloco que Guaidó lidera. "Tudo está mais difícil nos últimos dias pela simples razão de que se complicaram as comunicações entre nós, o transporte, as operações de logística para organizar e convocar os protestos, mas não iremos desistir."
Ele conta que, além das prioridades que já tinham, a oposição vem tentando dar assistência e repercussão para os que estão sofrendo os efeitos do apagão elétrico, como pessoas internadas em hospitais, por exemplo. "Já tivemos mais de 30 mortes em todo o país causadas pela falência do sistema elétrico, isso não pode continuar nem mais um dia." O deputado acrescentou que considera necessário deixar claro que a falta de energia "está diretamente relacionada à corrupção e à falência do regime".
Indagado sobre reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" que mostrou que o incêndio de um dos caminhões que levavam ajuda humanitária teria sido causado por apoiadores da oposição, Mejía disse: "A única coisa relevante sobre esse dia é que o regime de Maduro não deixou entrar a ajuda humanitária". "Agora, em atos como este, sempre há um espaço em que predomina a anarquia, e indivíduos isolados podem ter causado isso. Nunca foi nossa intenção, nós queríamos entrar junto com a ajuda humanitária que o país tanto precisa."


