Oposição ameaça ''tomar'' Caracas
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sábado, 14 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas A Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV) anunciou quinta-feira que ''tomará Caracas'' com uma grande passeata cívica, cuja data será anunciada em breve. A Coordenação Democrática, que reúne os vários segmentos da oposição, está discutindo se a passeata seguirá para o Palácio Presidencial de Miraflores, no centro de Caracas, revelou o líder sindical Carlos Ortega.
A manifestação será uma resposta ''ao regime (do presidente Hugo Chávez) que não tem apresentado qualquer proposta à mesa de negociações...''.
Na Venezuela, ''os serviços estão parando (....) e será preciso poupar alimentos porque o fornecimento ficará crítico'' com a greve geral que paralisa o país, advertiu Ortega. O líder sindical lembrou que a oposição ''está em desobediência civil e exige a saída de Chávez já''.
O presidente da associação de empresários Fedecámaras, Carlos Fernández, destacou que a paralisação petroleira só terminará com a renúncia de Chávez e a convocação de eleições. ''A paralisação petroleira só terminará com a suspensão das medidas contra os executivos da PDVSA (Petróleos de Venezuela), a renúncia de seu presidente (Ali Rodríguez) e do presidente Hugo Chávez''.
Esta foi a decisão tomada pelos funcionários da PDVSA na assembléia realizada em um hotel de Caracas, disse Fernández.
Ali Rodríguez foi ministro de Energia da Venezuela e secretário-geral da OPEP.
Produção A Venezuela poderá reiniciar as operações da indústria petroleira, paralisada por uma greve geral, empregando gerentes e técnicos de países da OPEP, declarou ontem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O presidente também não descartou a possibilidade de importar gasolina ou gás caso a greve prejudique ainda mais a atividade econômica nacional.
Ação policial A polícia dispersou um grupo de partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que tentava impedir um protesto da oposição em uma praça do centro de Caracas.
O incidente ocorreu quando os ''chavistas'' invadiram a praça, em uma zona tradicionalmente ocupada pelos manifestantes de oposição, para impedir mais um panelaço exigindo a renúncia do presidente.
O grupo chavista foi rapidamente dispersado com bombas de gás lacrimogêneo.
Na noite desta quinta-feira, chavistas e opositores realizavam diversas manifestações em Caracas, no 12º dia da greve geral.


