CAMPO DE REFUGIADOS DE JABALAYA, Faixa de Gaza - Um fazendeiro israelense matou, ontem, a tiros um operário palestino na vila de Kochav Michael, no sul de Israel, um dia depois que militantes da radical Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) assassinaram uma colona judia e seu filho de 12 anos na Cisjordânia.
O fazendeiro, detido para interrogatório, alegou ter pensado que o palestino, identificado como Samir Abu Shagfa, era um assaltante. ‘‘Ele disse que ouviu vozes estranhas vindas de fora de sua casa e pensou que algumas pessoas estavam tentando invadi-la’’, afirmou uma porta-voz da polícia israelense. ‘‘Então ele pegou sua arma, saiu e atirou contra elas’’, acrescentou.’’
A porta-voz disse que os tiros foram disparados a poucos metros de Shaqfa e, aparentemente, a vítima já havia trabalhado para o fazendeiro de 56 anos (cuja identidade não foi imediatamente divulgada).
A agência israelense de notícias Itim informou que Shaqfa e os dois palestinos que estavam com ele tinham sido trazidos da Faixa de Gaza - com permissão das autoridades israelenses - pelo vizinho do fazendeiro para trabalhar numa construção e estavam indo para o campo quando foram atacados.
No acampamento de refugiados de Jabalya, onde morava Shaqfa, seus familiares disseram acreditar que o assassinato foi uma vingança pelo atentado da FPLP. ‘‘Samir nunca foi acusado de nenhum crime, nem durante a ocupação israelense, nem sob o governo da Autoridade Palestina’’, afirmou seu primo Nabil Abu Shaqfa.
A agência oficial de notícias palestina, comentando o incidente, afirmou que o crime foi premeditado e acusou o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de encorajar tais ataques.

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