Operação secreta embasou morte de Bin Laden
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Folhapress 
São Paulo - Um grupo de advogados trabalhou em segredo durante pouco mais de um mês para dar respaldo legal à operação militar que matou Osama bin Laden, revelou ontem o jornal americano "The New York Times". Os especialistas tinham a missão de encontrar base para, por exemplo, mandar soldados para o solo paquistanês sem o consentimento do país, autorizar explicitamente uma missão letal, não avisar o Congresso até a conclusão da operação e sepultar um inimigo de guerra no mar.
As pesquisas e os relatórios foram produzidos em computadores seguros e trocavam arquivos de mão em mão, segundo o "Times". O líder da AL Qaeda, Osama bin Laden, foi morto em 2 de maio de 2011, por volta de 1h da manhã em Abbottabad, no Paquistão, onde ele estava escondido em uma mansão, por um grupo de operações especiais dos fuzileiros navais dos EUA (conhecidos como SEALs). Os advogados responsáveis por dar respaldo legal à operação foram Stephen W. Preston, conselheiro geral da CIA; Mary de Rosa, assessora legal do Conselho de Segurança Nacional; o então Retroalmirante James W. Crawford 3º, assessor legal do Conjunto do Estado-Maior dos EUA; e Jeh C. Johnson, conselheiro-geral do Pentágono.
Os advogados consideraram a ação lícita devido a um polêmico dispositivo que permite a violação da soberania de um país quando o governo é "relutante ou incapaz" de neutralizar uma ameaça a outros países proveniente de seu território. O dispositivo não é reconhecido por todos os países, sendo que o Paquistão deu apoio a boa parte das missões americanas contra a Al Qaeda em seu território, lembra o "Times".


