São Paulo - Após meses de adiamentos, a operação de entrega de dois militares colombianos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teve início ontem, com a partida, de São Gabriel da Cachoeira (AM), de dois helicópteros das Forças Armadas brasileiras rumo a Villavicencio, na Colômbia.
A bordo, os helicópteros levavam um grupo composto pela senadora colombiana Piedad Córdoba, mediadora das libertações com a guerrilha, dois representantes da Cruz Vermelha, o bispo Leonardo Gómez e dois membros do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP).
As Farc reiteraram no sábado que pretendiam libertar o sargento Pablo Emilio Moncayo -refém há 12 anos- e o soldado Josué Daniel Calvo -em poder da guerrilha há 11 meses. Calvo, que tem um ferimento a bala no joelho, foi o primeiro a ser solto, ainda na tarde de ontem. A libertação de Moncayo está prevista para amanhã.
A guerrilha afirmou, entretanto, que a entrega do corpo do major da polícia Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro em 2006, será retardada devido à presença do Exército colombiano na área em que estão os restos mortais do militar.
O comandante das forças militares da Colômbia, general Freddy Padilla, e o representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no país, Cristophe Berney, confirmaram a suspensão, a partir de hoje, de atividades do Exército e da polícia colombianos na região onde os militares devem ser soltos.
O jornal ''El Tiempo'' informou que, de Villavicencio, capital do departamento colombiano de Meta, no centro leste do país, um dos helicópteros irá até o local na floresta amazônica onde Calvo será libertado, levando a bordo a senadora Córdoba, um representante do CICV e os brasileiros envolvidos na operação. Tal área seria, segundo o jornal, entre os rios Chiquito e Guayabero.

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