Operação 'muro protetor' será retomada
O gabinete de segurança de Israel decidiu ontem ordenar que as tropas israelenses reocupem as cidades autônomas palestinas na Cisjordânia invadidas durante a operação Muro Protetor e permaneçam na região o tempo necessário para pôr fim aos ataques palestinos, segundo fontes políticas.
Das oito principais cidades autônomas da Cisjordânia, seis já estavam total ou parcialmente reocupadas ontem: Nablus, Jenin e seu acampamento de refugiados, Qalqilya, um povoado próximo de Ramallah, Belém e Tulkarem. As únicas exceções eram Hebron, no sul, e Jericó, no vale do Jordão.
Lançada em 29 de março pelo premiê Ariel Sharon para destruir a infra-estrutura do terror na Cisjordânia, a operação militar Muro Protetor terminou no dia 11 de maio, após o fim do cerco israelense à igreja da Natividade, em Belém, quando 13 militantes palestinos foram exilados e outros 26 foram enviados para a faixa de Gaza.
A decisão do gabinete de segurança israelense, tomada durante reunião em Tel Aviv, acontece depois do ataque contra uma colônia judaica no norte da Cisjordânia, que deixou cinco israelenses mortos, entre eles uma mulher e três de seus sete filhos.





