São Paulo - Ao menos 19 trabalhadores ficaram feridos e outros 20 foram expostos à radiação durante as operações no complexo nuclear de Fukushima, em meio aos esforços das autoridades japonesas para impedir um desastre nuclear.
Outros dois funcionários estariam desaparecidos. No último sábado, mais três casos de pessoas expostas à radioatividade haviam sido registrados, de acordo com a agência japonesa Kyodo.
A companhia Tepco (Tokyo Electric Power Co.), que administra o complexo, alertou a agência de segurança nuclear do Japão que o nível da radiação no reator 1 de Fukushima excedeu o limite legal. A radiação no local seria de 882 microsievert (msv) por hora, acima do nível máximo permitido, de 500 microsievert (msv) por hora.
A agência também informou que o reator 3 da usina perdeu totalmente a capacidade de resfriamento após o terremoto de sexta-feira passada.
A Tepco tenta restabelecer a corrente de energia elétrica da central nuclear, o que permitiria ativar as bombas para resfriar os reatores e encher as piscinas. Os sistemas de resfriamento falharam na sexta-feira depois do terremoto.
O Japão luta para tentar resfriar os reatores de Fukushima e conter um desastre nuclear. Helicópteros do Exército japonês lançaram jatos d'água sobre os reatores nucleares do complexo de Fukushima, principalmente sobre o número 3. O objetivo era encher uma piscina de combustível usado que foi danificada após uma explosão e uma série de incêndios.
Com a ajuda de bombeiros e policiais, funcionários da Tepco pretendiam alcançar a piscina com a ajuda de um caminhão-tanque equipado com um canhão d'água. Mas, segundo a televisão pública NHK, isto não foi possível devido ao nível elevado de radiação.
Preocupação dos EUA
O chefe da Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC), Gregory Jaczko, disse que a piscina de armazenamento de combustível usado no reator de Fukushima não tem mais água, o que gera níveis de radiação ''extremamente altos''.
''Nós acreditamos que a região do reator possua altos níveis de radiação'', disse ele. ''Será muito difícil que trabalhadores de emergência consigam chegar até o local. As doses [de radiação] às quais eles podem ser expostos seriam potencialmente letais em um período curto de tempo'', acrescentou. No entanto, Jaczko ressaltou que a NRC tem ''acesso limitado'' ao que está acontecendo no Japão, e se recusou a especular mais sobre o assunto.
No entanto, a agência de segurança nuclear do Japão e a Tepco rejeitaram as afirmações de Jaczko. De acordo com o porta-voz do complexo das usinas Hajime Motojuku, as condições são ''estáveis''.

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