São Paulo - O governo interino do Iraque anunciou ontem que a ofensiva militar para retomar Fallujah das mãos da insurgência foi completada com sucesso, deixando um saldo de ao menos 1.000 insurgentes mortos e 200 capturados. ‘‘A Operação Al Fajr foi completada. O que restaram são redutos com os quais estamos lidando agora’’, disse o assessor de segurança nacional do Iraque, Qassem Dawoud. ‘‘O número de terroristas e militantes leais a [o ex-ditador Saddam] Hussein mortos alcançou mais de mil. Quanto a detidos, o número é de 200 pessoas.’’
  Um oficial americano afirmou que os EUA esperavam retomar completamente, dentro de 72 horas, uma área chamada de Queens, que os americanos acreditam servir de base para militantes leais ao terrorista jordaniano Abu Musab Al Zarqawi. ‘‘O que estamos vendo em Queens são militantes estrangeiros que foram ficando para trás, sabendo que vão morrer em batalha’’, disse o major Clark Watson. ‘‘Neste momento, eles estão montando forte resistência.’’
  Em seu programa semanal de rádio, o presidente dos EUA, George W. Bush disse ontem que as forças americanas e iraquianas, ‘‘lutando juntas, estão fazendo progresso significativo’’. Mas alertou que a violência deve crescer à medida que se aproxima a data prevista para a realização das eleições, em janeiro.
  Ontem, o Exército dos EUA deslocou um batalhão de infantaria de Fallujah para Mossul, a terceira maior cidade do país, onde os choques contra a insurgência se intensificaram desde quinta-feira.
  Os insurgentes já assumiram o controle de áreas ao sul e a oeste de Mossul e que hoje havia pouca presença de forças iraquianas e americanas. O Exército dos EUA negou porém ter perdido controle da cidade para a insurgência e disse que a situação estava mais calma, com combates esporádicos em algumas áreas. ‘‘Não há combates generalizados’’, disse uma porta-voz militar.

mockup