A reunião de ministros dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terminou ontem em Viena com a decisão de manter as quotas de produção nos níveis atuais, apesar do rombo deixado pela suspensão das exportações de petróleo iraquiano. Ministros dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait disseram que a organização decidiu manter a meta de sua produção inalterada em 24,2 milhões de barris por dia.
O ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Obaid bin Saif al-Nasseri, afirmou que a Opep promoverá um encontro extraordinário no dia 3 de julho, para avaliar o impacto nos mercados da suspensão das exportações do Iraque.
Participantes da reunião haviam dito que a organização estaria pronta a elevar sua produção, caso isso fosse necessário para manter a estabilidade dos preços. A data do encontro extraordinário coincidirá com o vencimento da extensão por um mês do programa humanitário da ONU, que permite ao Iraque trocar petróleo por alimentos.
Na segunda-feira, o Iraque anunciou a suspensão de suas exportações em retaliação à prorrogação do programa humanitário por um mês. Até então, a ONU tinha por praxe prolongar o programa por seis meses. Os delegados da Opep vêm enfatizando que o cartel vai agir para manter a estabilidade dos preços do petróleo, mas afirmaram que o grupo não pode tomar uma decisão até ter certeza de que a interrupção do Iraque não durará apenas alguns dias.
Enquanto os delegados se recusaram a dar detalhes sobre como a Opep agirá para suprir a defasagem causada pelo Iraque, o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Namdar Zangeneh, lembrou que ainda existe o mecanismo de banda de preços. Por esse sistema, o cartel pode ajustar sua produção caso os preços dos sete produtos que fazem parte da cesta da Opep suba ou recue da faixa entre US$ 22 e US$ 28 por barril.

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