O comandante da missão das Nações Unidas em Serra Leoa (Minusil), o general Vijay Jetley, decidiu dar um papel mais ofensivo a suas tropas contra os rebeldes, informou ontem o general David Richards, comandante das forças britânicas nesse país.
‘‘Ele dirige um movimento de vanguarda para o interior do país’’, em regiões tomadas pelos rebeldes, disse o general Richards à BBC-rádio. Interrogado sobre se é um passo à frente na estratégia da ONU, o general Richards respondeu que se ‘‘trata definitivamente de um movimento para o Leste e em menor medida para o Sul, ou seja, para o ponto nevrálgico das regiões em poder da rebelde Frente Revolucionária Unida (FRU).
O general adiantou que seis batalhões suplementares da ONU estão sendo esperados em Serra Leoa e não dois, como se informou antes.
Desde quando desapareceu de sua residência, na Spur Road, número 56, nas colinas de Freetown, em 8 de maio, ouvem-se rumores contraditórios na capital de Serra Leoa sobre a sorte de Foday Sankoh, o líder da Frente Revolucionária Unida (FRU).
Segundo as versões que circulam entre a população e na imprensa, o chefe do grupo que se tornou conhecido no mundo inteiro por cortar as mãos ou braços de civis que não simpatizassem com sua causa teria morrido. A primeira hipótese aponta para um ataque do coração, ao escapar para a selva; a segunda indica que ele teria partido para o exterior, com uma mala cheia de diamantes; e a terceira dá conta de que Sankoh estaria sendo protegido pela ONU da ira dos habitantes de Freetown.
Esta última hipótese obrigou o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas, Oluyemi Adeniji, a declarar, numa coletiva, que a Minusil, a força de paz da ONU, não mantém contato algum com Foday Sankoh e que o chefe rebelde não está, como alguns dizem, escondido em suas instalações.
Na verdade, ninguém sabe o que aconteceu com o líder rebelde desde quando um grupo de civis revoltados tomou de assalto sua mansão em Spur Road, no Oeste da cidade, onde vivia rodeado de guarda-costas e partidários.

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