São Paulo - O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) vai mediar a disputa diplomática gerada pela troca de tiros entre as tropas do Líbano e de Israel na fronteira, que deixou ao menos cinco mortos. O governo israelense criticou duramente o governo libanês, a quem acusou pelo confronto. O primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, instruiu as forças militares a responderem a qualquer ataque.
''Israel respondeu e vai continuar a responder no futuro a qualquer tentativa de estragar a calma na fronteira e prejudicar os moradores de Israel e os soldados que os protegem.'' O ministro de Defesa, Ehud Barak, alertou o Líbano a evitar ''mais provocações'' e disse esperar que a comunidade internacional condene o incidente.
Apesar do duro discurso oficial, o comandante militar do norte de Israel, o general Gadi Eisenkot, disse não acreditar que os confrontos desencadearão mais violência. ''Acredito que esse foi um evento isolado. Nós recebemos pedidos das altas patentes do Exército libanês para cessar-fogo'', disse Eisenkot a jornalistas na base próxima à fronteira com o Líbano.
Uma fonte diplomática revelou às agências de notícias, em condição de anonimato, que o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, que preside o Conselho de 15 membros, anunciará em breve uma reunião da entidade para debater o episódio de violência.
Mais cedo, o Ministério de Relações Exteriores de Israel acusou o Líbano de violar a resolução 1701 do Conselho de Segurança, que suspendeu as hostilidades entre os dois lados na guerra de 2006 entre Israel e o grupo libanês Hizbollah.
A resolução pede a interrupção do tráfico de armas e proíbe armas não autorizadas na região entre o rio Litani e a Linha Azul, a fronteira monitorada pela ONU entre Israel e o Líbano.(Folhapress)

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