ONU suspende sanções ao Iraque
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quinta-feira, 22 de maio de 2003
France Presse 
Nova York O Conselho de Segurança da ONU adotou, ontem, a resolução americana que põe fim a 13 anos de sanções ao Iraque e dá amplos poderes às potências ocupantes.
A resolução foi aprovada com o voto favorável de 14 dos 15 membros do Conselho, com a abstenção da Síria. O voto do Conselho representa uma vitória diplomática dos países que propuseram a resolução Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha que obtêm muito mais autoridade do que a prevista pelas convenções de Genebra para ocupantes.
Há apenas 10 semanas, a ''coalizão'' contava com apoio de dois membros do Conselho para desarmar pela força o regime de Saddam Hussein. A resolução difere um pouco do projeto inicial divulgado há mais de dez dias e inclui algumas concessões à França e Rússia, que queriam um papel maior para a ONU no Iraque.
O ''coordenador'' das Nações Unidas no Iraque passa a ser, no novo texto, ''representante especial'' e o programa ''petróleo por alimentos'' da ONU se estende por seis meses e não por quatro.
''Mesmo que este texto não seja perfeito, leva em consideração nossas preocupações'', disse ontem o ministro francês de Relações Exteriores, Dominique de Villepin.
A resolução ainda reserva lugar aos inspetores de desarmamento da ONU e fundos suficientes para seu funcionamento por dez anos, mas com um mandato pouco claro, de acordo com diplomatas.
Boicote sírio A Síria boicotou ontem, com sua ausência, a reunião do Conselho de Segurança. O presidente do Conselho de Segurança, o embaixador paquistanês Munir Akram, abriu a sessão às 10H12 local em presença do secretário-geral, Kofi Annan.
A cadeira da Síria estava vazia. Fontes diplomáticas atribuíam a ausência ao fato da delegação síria esperar instruções de Damasco.
A Síria não conta com o direit de vetar uma resolução, um exercício reservado aos membros permamentes Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China.
Sanções As sanções contra o Iraque, que o Conselho de Segurança levantou ontem, foram impostas a Bagdá, depois da invasão ao Kuwait em 1990.
Várias resoluções se tornaram então mais severas ou foram adaptadas no decorrer do tempo.


