Associated Press
Das Nações Unidas
Os aliados de Taiwan falharam mais uma vez em conseguir da Assembléia Geral da ONU a inclusão da ilha – uma potência econômica, mas fraca politicamente – como membro da organização. Da mesma forma como ocorreu nas seis tentativas anteriores, a China novamente liderou a oposição na quarta-feira contra Taiwan – que Pequim considera como uma província rebelde e que deve ser reunificada.
Depois de um debate, onde os oponentes à inclusão de Taiwan eram maioria, a comissão dirigente da Assembléia Geral decidiu, sem votação, não incluir a questão na agenda. Funcionários da ONU disseram que 62 países haviam assinado a lista para falar sobre a questão.
As Ilhas Salomão foram uma das 13 nações que tentaram colocar Taiwan na agenda, apresentando como argumento a importância econômica e a assistência ao desenvolvimento da região como razões para que a ilha se tornasse membro da ONU. Para o embaixador das Ilhas Salomão, Rex S. Horoi, a tensão entre China e Taiwan tornou a questão um fator crítico. ‘‘Nosso requerimento para inclusão do item na agenda é um ato de diplomacia preventiva’’, disse Horoi.
Ao rejeitar a inclusão da ilha na ONU, Horoi alertou que ‘‘a comissão está virando as costas para uma situação perigosa no estreito de Taiwan, que poderá explodir num conflito armado que a organização será forçada a enfrentar mais tarde’’.
Numa carta enviada no mês passado ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o embaixador chinês, Qin Huasun, alertou a organização de que Taiwan recentemente havia anunciado um novo status político que colocava a paz na região em risco.
Huasun disse que a tentativa dos aliados de Taiwan de criar ‘‘duas Chinas’’ na ONU ‘‘iria apenas inflamar a atividade separatista de Taiwan e impedir a reunificação pacífica da China’’. Pequim e Taipei estão politicamente separadas desde o final da guerra civil de 1949, mas o governo chinês sustenta que Taiwan continua sendo parte do país.
‘‘A decisão da ONU demonstra que a tentativa de usar a teoria de ‘‘dois Estados’’ para obter uma cadeira na organização é fútil e que novas demonstrações do presidente de Taiwan, Lee Teng-hui, de buscar um status internacional terminarão em fracasso’’, disse ontem o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Sun Yuxi.Força da oposição chinesa impede, pela sétima vez, que ‘‘província rebelde’’ seja aceita como participante da Organização
France PresseFragilidade políticaTaiwan continua fora das Nações Unidas. A China liderou novamente a oposição

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