Genebra - A Comissão de Direitos Humanos da ONU (CDH) adotou ontem por pequena maioria (24 a favor, 20 contra e 9 abstenções) uma resolução moderada sobre Cuba, que não faz qualquer referência à recente onda de repressão contra os opositores políticos em Havana.
A rejeição à emenda que condenava a repressão de dissidentes em Cuba pela Comissão de Direitos Humanos da ONU foi considerada ontem por Cuba uma ''vitória moral''. Apenas uma moção moderada foi aprovada ontem pelo organismo internacional.
O documento, aprovado por 24 votos a favor, 20 contra e nove abstenções, obriga Havana a ''receber a representante especial do alto comissionado e a colocar à sua disposição todos os meios necessários para permitir que ela cumpra plenamente com seu encargo'' de informar sobre a situação dos direitos humanos na ilha.
Isso ''foi uma nova vitória moral da revolução'', afirma uma nota informativa do governo do presidente Fidel Castro, lida no noticiário central da televisão cubana, na primeira reação oficial após a votação em Genebra (Suíça).
Segundo Havana, os ''Estados Unidos sofreram um duro revés em sua obsessiva campanha anticubana ao ver derrotada'' uma emenda de último momento apresentada pela Costa Rica, que pretendia expressar uma dura e expressa condenação contra o regime castrista.

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