France PressePrevençãoApesar do
aparente
encerramento
da crise
provocada
pela expulsão,
pelo governo
de Bagdá,
de inspetores
norte-americanos
da ONU,
os Estados
Unidos
mantiveram o
alerta, e os
navios de
guerra que
se encontram
no Golfo
continuam a
fazer manobras
para se preparar
para uma
eventual ação
contra o IraqueDepois de três semanas de tensa crise e ameaça de conflito armado, os peritos em armamento das Nações Unidas, incluindo quatro norte-americanos, reiniciaram ontem suas inspeções no Iraque, anunciaram Bagdá e a própria ONU.
Seis equipes da Comissão Especial da ONU encarregada do desarmamento iraquiano (Unscom) ‘‘entraram nas instalações submetidas à sua vigilância e realizam nelas o trabalho de costume’’, declarou à agência INA uma fonte da Comissão Nacional de Vigilância, interlocutora iraquiana da Unscom.
Os helicópteros da Unscom, pilotados por forças chilenas, também reiniciaram sua ‘‘missão de reconhecimento’’, segundo a mesma fonte.
O chefe do Centro de Comprovação e Vigilância da Unscom em Bagdá, Nils Carlstrom, informou que os inspetores tiveram como missão ontem ‘‘cobrir todos os terrenos’’, biológico, químico e balístico. O nuclear é competência da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
O chefe da Unscom, Richard Butler, anunciou em Nova York que a primeira tarefa dos inspetores da ONU consistirá em ‘‘avaliar as falhas, ver que dados foram perdidos e o que deve ser feito para voltar ao ponto em que estávamos há três semanas’’, antes da interrupção das atividades de inspeção.
Apesar da aparente distensão, os Estados Unidos continuam reforçando seu dispositivo militar no Golfo Pérsico.
Posição iraquianaO Iraque não está em condições de fabricar armas químicas ou biológicas, disse o chefe da Comissão Nacional de Vigilância, general Hussam Mohammad Amin, citado ontem pelo jornal Al Jumuriya.
‘‘As informações sobre nossa capacidade de produzir essas armas são boatos lançados para justificar uma agressão’’, acrescentou o general, que acusou a Unscom de ‘‘se interessar por detalhes secundários e bobos’’ e ‘‘dar crédito às medidas propagadas pela CIA a fim de prolongar o embargo e os sofrimentos do povo iraquiano’’.

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