France PresseHussein: prazo aos americanosIndiferente às advertências do Conselho de Segurança da ONU e da Grã-Bretanha, que não descarta a possibilidade do recurso às armas, o Iraque impediu ontem o desembarque no país de dois inspetores americanos da Comissão Especial da ONU que supervisiona o desmantelamento dos arsenais nuclear, biológico e bacteriológico iraquianos.
A Casa Branca reagiu imediatamente, por meio do porta-voz Mike McCurrey. ‘‘A ONU tem à disposição um leque de opções para forçar o Iraque a dar marcha à r钒, afirmou ele. ‘‘Essa nova arbitrariedade é inaceitável.’’
Reunido em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU mostrou unanimidade na condenação ao regime de Bagdá. ‘‘Essa medida pode ter graves consequências’’, destacou em comunicado.
O governo britânico, por sua vez, não descartou a possibilidade de uma retaliação armada contra o Iraque. ‘‘Nenhum tipo de intervenção pode ser afastado’’, advertiu Derek Fatchett, subsecretário do Foreign Office. França, Rússia e China somaram-se à Grã-Bretanha e pediram ao Iraque imediata reconsideração da medida. Mas autoridades iraquianas garantiram que o país não voltará atrás e disseram não temer o uso da força contra eles.
O presidente do Iraque, Saddam Hussein, deu anteontem prazo até dia 5 para que os americanos da comissão retirem-se do país, numa decisão que recebeu rasgados elogios da imprensa local.
No episódio de ontem, um terceiro membro da comissão, com passaporte americano, recebeu autorização de permanência, mas optou por sair do país com os demais colegas, dirigindo-se ao Bahrein. Esse incidente e a reação do governo britânico admitindo recurso às armas elevaram o petróleo do Mar do Norte, cujo barril passou de US$ 19,65 para US$ 19,89.

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