São Paulo - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) prolongou ontem, por uma ''última etapa de 30 dias'', a missão dos 300 observadores das Nações Unidas na Síria.
A Rússia havia ameaçado bloquear este projeto de resolução, mas o seu embaixador na ONU, Vitaly Churkin, finalmente votou a favor. Moscou vetou ontem uma resolução ameaçando o regime sírio com sanções.
A resolução prorroga o mandato da Misnus por 30 dias. Seu objetivo, de acordo com diplomatas, é dar tempo para os observadores, que não patrulham as cidades desde meados de junho, de preparar sua partida de volta.
O texto indica que após este ''período final'', a missão apenas poderá ser prorrogada novamente se Damasco mantiver sua promessa de retirar as armas pesadas das cidades, e caso haja ''uma redução no nível de violência suficiente para permitir que a Misnus cumpra o seu mandato'', isto é, cumprir o plano de paz do mediador internacional para a Síria, Kofi Annan.
A renovação do mandato da Misnus ''vai considerar as recomendações do secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) de reorientar a missão'', ressalta o texto. Ban Ki-moon pediu a redução do número de observadores militares desarmados - atualmente 300, acompanhados por uma centena de especialistas civis - e para que a Misnus tenha um papel mais político.

mockup