ONU pressiona China pelo fim da violência
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terça-feira, 25 de março de 2008
Folhapress 
São Paulo- A China foi pressionada ontem no órgão da ONU para direitos humanos para acabar com a repressão violenta no Tibete. Países membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram o fim das restrições sobre viagens e informação e do uso da violência para conter os protestos no Tibete.
A União Européia, em discurso no Conselho, instou Pequim a parar de usar a força contra a onda de protestos de tibetanos, iniciados no dia 10 de março -data do 49º aniversário de um levante fracassado contra o domínio chinês.
Os EUA, Austrália, Canadá e a Suíça também pediram à China que acabe com as restrições sobre viagens e informação no Tibete. A imprensa estrangeira está proibida de entrar no território chinês, o que dificulta saber a dimensão real dos abusos aos direitos humanos.
A China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU cuja influência econômica a torna um importante aliado de países ricos e pobres, raramente enfrenta críticas diretas nas Nações Unidas.
Pequim atualmente ocupa um dos 47 assentos rotativos do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A Índia, onde vive o líder espiritual tibetano exilado, dalai-lama, também é membro, assim como a Rússia e a Arábia Saudita.
O Conselho, baseado em Genebra, foi criado para substituir a Comissão de Direitos Humanos da ONU, criticada por não superar alianças políticas e por não tomar posições definidas sobre questões como a repressão chinesa contra estudantes na praça Tiananmen, em 1989.
Dirigindo-se ao Conselho ontem, a ONG Anistia Internacional citou relatos de que manifestantes no Tibete foram ''aparentemente atacados apenas por sua identidade étnica, resultando em mortes, ferimentos e danos à propriedade''.


