Nova York - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta segunda-feira aos seqüestradores no Iraque que libertem os voluntários estrangeiros tomados como reféns naquele país, onde uma sangrenta rebelião contra a ocupação dos Estados Unidos reforça a tragédia humanitária. O enviado da ONU no Iraque, Ross Mountain, disse que o organismo mundial está trabalhando de perto com os grupos de voluntários em Fallujah e outras cidades onde as batalhas recomeçaram.
  ‘‘O acesso dos civis afetados aos serviços e mantimentos enviados a esses civis necessitados de ajuda são nossa maior preocupação’’, afirmou Mountain em uma declaração do escritório da ONU em Amã, capital da Jordânia.
  ‘‘Trabalhadores voluntários e de organizações humanitárias precisam ter acesso seguro às populações perturbadas, inclusive a quem precisa de assistência médica urgente’’, continuou.
  A declaração diz que oxigênio, kits de emergência, bolsas de sangue e outros medicamentos têm sido enviados de Bagdá para as áreas necessitadas. Porém, não é certo que os embarques cheguem a seu destino. Os comboios têm sido constantemente atacados nos últimos dias, enquanto rebeldes e soldados americanos intensificam seus enfrentamentos em várias cidades do país.
Mountain condenou o seqüestro dos membros do voluntariado estrangeiro e considera estes atos uma violação dos direitos humanos. Por isso, pediu a imediata libertação desses reféns.
  Pelo menos 27 estrangeiros foram seqüestrados ou dados como desaparecidos no Iraque.
  Kofi Annan falou no sábado com seu enviado político Lakhdar Brahimi e com o secretário de Estado americano, Colin Powell, sobre a situação no Iraque e manifestou sua preocupação em relação ao perigo naquele país.

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