São Paulo- O diretor geral da FAO (agência da ONU pra alimentação), o senegalês Jacques Diouf, pediu que o mundo inteiro realize uma greve de fome nos próximos sábado e domingo em solidariedade a mais de 1 bilhão de pessoas desnutridas no planeta -um recorde histórico. ''Precisamos assinar a petição ''não concordo'' na página www.1billionhungry.org. Cada assinatura serve para aumentar o movimento e se transforma em uma mensagem para os líderes do mundo'', disse Diouf. ''Pessoalmente, cumprirei 24 horas de greve de fome a partir de sábado pela manhã'', afirmou.
A organização realiza a sua Cúpula Mundial sobre a Segurança Alimentar de dois dias na qual estarão, entre outras autoridades, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o papa Bento XVI.
De acordo com a FAO, a fome atinge atualmente 1,020 bilhão de pessoas, um recorde, e a crise econômica recente arrastou 105 milhões pessoas à fila de desnutridos. Por outro lado, houve diminuição no número de famintos, desde o início da década 90, em 31 dos 79 países nos quais a organização atua. Esses países, conforme a FAO, já alcançaram ou conseguirão reduzir o número de famintos para 2015.
Entre os exemplos de países que alcançaram importantes avanços frente à fome está o Brasil, além de Armênia, Nigéria e Vietnã.
No Brasil, a organização cita como exemplo o programa ''Fome Zero'', que foi implantado pelo governo em 2003. O governo mobilizou as autoridades locais e às organizações da sociedade civil para apoiar a iniciativa, que incluiu a transferência de fundos com dinheiro para aumentar o poder aquisitivo dos pobres e investir na agricultura familiar. ''(Houve) uma rápida redução na prevalência da desnutrição'', afirma o texto da FAO.
estudo ainda analisa a forma como outros países em desenvolvimento -Argélia, Malawi e Turquia- transformaram seu setor agrícola em importantes motores de crescimento e fonte de exportações,que por sua vez contribuem à redução da fome e da pobreza.

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