São Paulo - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da Organização das Nações Unidas, aprovou ontem uma resolução que pede que o governo do Irã interrompa imediatamente a produção de urânio enriquecido o material pode ser usado na produção da bomba atômica.
O texto também expressa ''grande preocupação'' sobre as atividades nucleares do Irã. Os diplomatas deixaram claro que se progressos no assunto não forem feitos até o dia 3 de setembro, o órgão informaria o Conselho de Segurança da ONU, que possui poder de impor sanções ao país. O regime iraniano retomou na última segunda-feira o seu programa na usina de Isfahan, sob advertências da União Européia e dos Estados Unidos.
Na resolução, é informado que ''importantes assuntos relacionados ao programa nuclear iraniano ainda precisam ser resolvidos, e a agência ainda não está em posição de concluir que não existem material ou atividades nucleares não declaradas no Irã.
O Irã reagiu com indignação contra a medida. Para o chefe da delegação do país na AIEA, ''é evidente que o motivo (da resolução) é fazer pressão''. Sirus Nasseri afirmou que ''felizmente o Irã não se curvará. O Irã será um produtor de combustível nuclear dentro de uma década''.

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