ONU pede comida
para a África
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, renovou ontem seu apelo à comunidade internacional em favor dos países africanos flagelados pela seca. A estimativa inicial de que a fome poderia atingir pelo menos 12,5 milhões de habitantes de países na região conhecida como ‘‘chifre da África’’ e arredores começa a ser ultrapassada nos cálculos de funcionários da organização, que temem agora que o flagelo se alastre até Tanzânia, Ruanda e Burundi o que totalizaria o número de atingidos em 16 milhões. A ONU calculou em US$ 205 milhões o custo para enviar 410 mil toneladas de alimentos e assistência aos sete países mais afetados pela seca no nordeste da África – Etiópia, Eritréia, Sudão, Somália, Quênia, Uganda e Djibuti.
Aviões norte-americanos e britânicos atacaram ontem áreas residenciais no sul do Iraque, matando 14 civis e ferindo outros 19. Segundo uma fonte, 18 jatos realizaram 24 missões de combate. O número de mortos informado ontem foi o mais alto desde 17 de agosto do ano passado, quando o Iraque reportou a morte de 19 civis durante ataques no sul e no norte do país. Anteontem, segundo autoridades iraquianas, dois civis morreram e outros dois ficaram feridos em ataques realizados pelos aviões aliados na região sul. As forças aéreas dos EUA e da Grã-Bretanha negam veementemente atacar áreas civis no Iraque.
Astronautas chegam
à estação Mir
Dois astronautas russos chegaram ontem à estação orbital Mir em uma missão para ressuscitar a estrutura espacial depois de oito meses sem tripulação e de sua transformação em uma empreitada comercial. ‘‘Encontramos a estação em bom estado e esperamos que seu tempo de vida seja prolongado’’, disse o chefe da tripulação, Sergei Zalyotin, em conversa com o controle da missão. O governo russo planejava desativar a Mir em março devido à falta de dinheiro para mantê-la em funcionamento. Mas a permanência da Mir no espaço sideral foi estendida quando a MirCorp, com sede na Holanda, assinou um contrato de exploração comercial da estação e financiou a nova missão.
Chacina deixa 21
mortos na Colômbia
Autoridades colombianas culparam ontem pistoleiros ligados às forças paramilitares por uma chacina na qual morreram 21 moradores desarmados de uma pequena cidade localizada numa região produtora de petróleo e cocaína nas proximidades da fronteira entre Colômbia e Venezuela. Os assassinatos ocorreram em dois bairros pobres de Tibu. ‘‘Eles chegaram, tiraram as pessoas de suas casas e mataram-nas na frente de suas famílias’’, disse uma testemunha. ‘‘A cidade ficou totalmente amedrontada.’ Testemunhas disseram haver nove atacantes, oito deles vestidos em uniformes camuflados e um em trajes civis, acrescentou Sanchez. As vítimas foram baleadas mais de uma vez. Dezenove morreram na hora e duas no hospital. Cinco pessoas ficaram gravemente feridas.
Caminhoneiros estão
em greve na Argentina
Centenas de caminhoneiros argentinos continuavam parados ontem no segundo dia de greve da categoria por melhores condições de trabalho. Segundo Pedro Piermatei, presidente da Federação de Transportes Rurais da província de Buenos Aires, os trabalhadores estão ‘‘quebrados e não podem continuar trabalhando’’. A categoria quer baixar o preço do diesel, dos impostos e pedágios. Ontem, a Repsol-YPF deveria baixar o preço do diesel 1,5 centavo por litro. Os caminhoneiros querem recuo três vezes maior.

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