ONU não encontrou armas proibidas
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
France Presse 
Bagdá Os inspetores da ONU não encontraram provas que apóiem as afirmações de que o Iraque possuiria armas de destruição em massa, declarou ontem o presidente do Organismo de Controle de Armamentos iraquiano. ''Os inspetores da ONU não acharam até o momento evidências diretas ou indiretas'' de que o Iraque possua armas proibidas pela Organização das Nações Unidas, afirmou o general Hissam Mohamed Amin em Bagdá.
Interrogatório Os especialistas em desarmamento da ONU interrogaram ontem um cientista iraquiano da Universidade Tecnológica de Bagdá. Ao mesmo tempo, a Rússia discordava das acusaçõesnorte- americanas relacionando o regime do Iraque ao terrorismo internacional.
Mazen Mohamed, presidente da Universidade, foi interrogado durante mais de uma hora e meia no local, na presença de representantes do órgão de controle iraquiano. Ele disse à TV de Qatar, Al-Jazeera, ter sido questionado sobre o organograma do estabelecimento e suas ligações com as outras universidades e órgãos do Estado. Terça-feira, os inspetores da ONU visitaram a Universidade e interrogaram formalmente o cientista.
Sem levar em conta a época de Natal, os especialistas visitaram quarta-feira vários locais, entre eles uma fábrica de mísseis em Bagdá e duas fábricas de explosivos ao sul da capital.
O secretário-geral da Otan, George Robertson, afirmou ontem que os Estados Unidos não lançarão uma guerra no Iraque sem o aval da ONU. Ele precisou que não foi tomada qualquer decisão sobre a possibilidade de se recorrer à ajuda da Otan no caso de uma ação militar.
O jornal ''Babel'', dirigido por Udai Saddam Hussein, filho do presidente iraquiano, pediu ontem a Washington e Londres que deixem de lado as ameaças ao Iraque, já que os especialistas da ONU não encontraram nada no país.


