O Conselho de Segurança da ONU decidiu ontem manter por um novo período de dois meses as sanções que vigoram há oito meses contra o Iraque, informaram diplomatas.
O presidente do Conselho, Danilo Turk, constatou durante uma reunião a portas fechadas que a discussão entre os quinze membros do Conselho havia mostrado que ‘‘não estão reunidas as condições para modificar o regime de sanções’’, indicaram as mesmas fontes.
A modificação só poderá ser realizada quando os inspetores da Comissão Especial da ONU para o Desarmamento iraquiano (UNSCOM) garantirem que o Iraque não conta com armas de destruição maciça.
Bagdá informou que não concluiu seu desarmamento e reinvindica a suspensão do embargo petroleiro.
Segundo fontes diplomáticas, os Quinze do Conselho também reafirmaram que a suspensão da cooperação disposta no dia 5 de agosto pelas autoridades iraquianas era ‘‘totalmente inaceitável’’.
Por outro lado, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, afirmou ontem que Bagdá continuará impedindo os inspetores da Comissão Especial da ONU encarregada do desarmamento (Unscom) de realizar seu trabalho enquanto as sanções não forem suspensas.

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