Dez milhões de pessoas em todo o mundo não têm nacionalidade, vivendo em um devastador limbo jurídico, advertiu o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). "A cada dez minutos nasce um novo apátrida", disse o alto comissário da Acnur, António Guterres, em Genebra, descrevendo a situação como "totalmente inaceitável" e "uma anomalia no século 21".
O Acnur pretende colocar em evidência "as consequências devastadoras para toda a vida da condição de apátrida" e pressionar os países a retificarem as suas leis a fim de garantir que não seja negada nacionalidade a ninguém.
"Muitas vezes são excluídos desde o berço até ao túmulo, sendo-lhes negada uma identidade legal quando nascem, acesso à educação, cuidados de saúde e oportunidades de trabalho durante toda a vida e mesmo a dignidade de um funeral oficial e de um certificado de óbito quando morrem", destacou Guterres, em seu relatório, à agência da ONU. A condição de apátrida "faz com que as pessoas sintam que a sua própria existência é um crime", disse o alto comissário.
O maior número de apátridas encontra-se na Birmânia, país que nega cidadania a cerca de 1 milhão de muçulmanos de etnia Rohingya.


- Esta condição ocorre, por exemplo, quando um Estado deixa de existir e não é substituído por nenhuma outra entidade ou o Estado ocupante não reconhece determinado grupo de pessoas como seus nacionais

- É um país do sul da Ásia continental, cuja capital é Naipidau. Tornou-se independente do Reino Unido em 1948


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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