ONU inicia combates em Serra Leoa
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quinta-feira, 11 de maio de 2000
Associated Press De Waterloo 
Forças das Nações Unidas e tropas do governo serra-leonês travaram ontem o primeiro duro combate em Serra Leoa e fizeram com que os rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU) retrocedessem a posições cerca de 60 quilômetros da capital, Freetown.
Helicópteros artilhados atacaram posições rebeldes, enquanto mais de cem soldados nigerianos usavam lançadores de granadas e armas automáticas para capturar o território cerca de cinco quilômetros além do posto de controle da ONU em Waterloo, 33 quilômetros de Freetown.
O combate, que durou mais de uma hora, foi um dos piores em Serra Leoa desde que os rebeldes iniciaram ataques na semana passada em desafio ao acordo de paz de julho, que deveria pôr fim a oito anos de guerra.
Vários milicianos, que apóiam o presidente Ahmad Tejan Kabbah, tomaram parte da batalha, usando bandanas, camisetas, calções e chapéus mágicos que supostamente os protegem durante o tiroteio ao lado das tropas governamentais.
Nove soldados quenianos foram feridos por uma unidade do Exército que os confundiu com rebeldes, divulgou ontem o Ministério de Informação. Três dos quenianos estão em estado crítico em um hospital de Freetown.
O incidente ocorreu na quarta-feira em uma estrada que liga a cidade central de Makeni a Kabala, no norte. Makeni e Magburaka foram cenários na semana passada de combates entre soldados da força de pacificação da ONU e rebeldes do líder guerrilheiro Foday Sankoh depois de uma disputa por causa do desarmento exigido pelo tratado de paz.
A ONU prosseguia ontem de forma acelerada reforçando sua missão em Serra Leoa (Unamsil). Duas equipes de pára-quedistas jordanianos, com 240 soldados, apoiados por uma unidade médica com 31 pessoas, deverão chegar a Serra Leoa nas próximas 48 horas.
Um segundo batalhão indiano também está sendo preparado para a viagem, que deverá ocorrer na segunda-feira, enquanto outro contingente de Bangladesh será enviado durante a próxima semana. Os transportes dessas tropas serão preparados com a ajuda do Canadá, Holanda, Rússia e Estados Unidos.
A Grã-Bretanha reiterou ontem que não enviará tropas para ajudar a pôr fim na crise em sua antiga colônia, mas o chanceler britânico, Robin Cook, advertiu que os soldados em Serra Leoa responderão de forma contundente se forem atacadas pelos rebeldes. Cook insistiu que a missão das tropas é assegurar a retirada de cidadãos britânicos e de outros países da União Européia.
O Conselho de Segurança da ONU convocou ontem uma reunião de emergência na qual se espera que seus países membros apresentem idéias para resolver a crise que pode levar à retomada da guerra civil.


