Nova YorkO Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) adotou sexta-feira uma resolução que garante por um ano a imunidade perante a Corte Penal Internacional (CPI) de todos os cidadãos norte-americanos que participam de operações de manutenção da paz. Essa imunidade, segundo o texto da resolução 1422, abrange a todo o pessoal (capacetes azuis ou outros) dos países que não assinaram o tratado de Roma que decreta a vigência da CPI.
Esse acordo deve vigorar durante um ano, mas o Conselho ''expressa sua intenção de renová-la tanto tempo quanto seja necessário (...) no dia 1º de julho de cada ano, por um novo período de 12 meses''.
Visivelmente tenso, o embaixador dos EUA na ONU, John Negroponte, disse à imprensa depois da votação que a resolução ''respeita os que decidiram submeter-se à CPI e, por um ano, protege os (...) que não se submetem a ela''. ''Aproveitaremos o ano que vem para encontrar uma proteção adicional e melhor que, segundo os nossos critérios, os cidadãos norte-americanos merecem'', disse o embaixador''.
No primeiro texto de 27 de junho, os Estados Unidos pediam imunidade total e ilimitada para todos os atos sob jurisdição da CPI cometidos por um membro de uma operação de paz proveniente de um país que não tenha assinado o Tratado de Roma. Ao não conseguir seu objetivo, os Estados Unidos vetaram uma resolução que prolongava o mandato da missão das Nações Unidas para a Bósnia-Herzegovínia (MINUBH) que expirava em 30 de junho, mesmo dia do início das operações da CPI.
Jeremy Greenstock, embaixador da Grã-Bretanha, que ocupa a presidência rotativa do Conselho, comemorou o fato de que ''essas conversações mais difíceis tenham trazido um resultado significativo para o Conselho e para as Nações Unidas''.
O dilema era crucial: se os Estados Unidos não obtivessem para seus cidadãos uma proteção considerada suficiente, estavam dispostos a ''encerrar'' as operações de manutenção da paz no mundo, uma após a outra, à medida que sua vigência chegasse ao fim.
''O vencedor (desta votação): é a razão'', disse à imprensa o embaixador da França nas Nações Unidas, Jean-David Levitte.

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