ONU festeja os 50 anos da Declaração
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sexta-feira, 26 de junho de 1998
Michael Thurston France Presse 
Viena celebra hoje o cinquentenário da Declaração dos Direitos Humanos, na presença de várias personalidades, entre as quais o secretário geral da ONU, Kofi Annan, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o ator Michael Douglas. Os Prêmios Nobel Desmond Tutu, arcebispo sul-africano, e Wole Soyinka, escritor nigeriano, participarão desta conferência de dois dias, que também marca o aniversário da Conferência sobre os Direitos Humanos, celebrada em Viena. Durante esta cerimônia, o ator Michael Douglas lerá o preâmbulo da Declaração de 1948.
A reunião começou ontem, com um discurso da Alta Comissariada das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, e do responsável da ONU em Viena, Pino Arlacchi. Depois de Nova York e Genebra, Viena é o terceiro centro das Nações Unidas.
Uma série de trabalhos sobre a reconstrução da justiça em quatro países afetados por conflitos - Albânia, Angola, Bósnia e Moçambique - reunirão especialistas e políticos desses países.
As atividades de hoje serão presididas pelo secretáro geral Kofi Annan, que participará numa assembléia pública de Viena sobre os direitos humanos, duas horas de cerimônias onde serão realizados discursos, músicas e danças.
Carter, Soyinka e Tutu participarão dessas cerimônias, enquanto que Michael Douglas apresentará uma versão interpretada da Declaração dos Direitos Humanos, adotada pela Assembléia Geral da ONU, em dezembro de 1948.
Convidamos Michael Douglas, pois é conhecido por sua ação em diferentes campos, entre os quais o controle da venda de armas e a pesquisa contra a AIDS, , segundo o porta-voz da ONU.
Michael Douglas, que algumas pessoas na ONU veriam muito bem desempenhando um papel no campo dos direitos humanos, vai se reunir com Pino Arlacchi, que também foi muito ativo na luta pelo controle das armas e que também dirige um Departamento para Controle das Drogas na ONU.
Também assistirá à conferência de Viena Helena Bonner, a viúva do prêmio Nobel da Paz e dissidente soviético Andrei Sakharov.


