ONU faz a primeira grande reunião mundial sobre Aids
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
De Nova York 
A primeira grande reunião mundial sobre a Aids reunirá a partir de segunda-feira em Nova York 3 mil representantes de 180 Estados membros das Nações Unidas, assim como ativistas e líderes de empresas, que unirão forças para vencer o vírus que já infectou 36 milhões de pessoas no mundo. O encontro será marcado por uma forte presença das autoridades governamentais e de saúde da África, o continente com o maior número de casos.
Até o momento, cerca de 22 milhões de pessoas já morreram vítimas do vírus, descoberto há 20 anos. A reunião contará também com uma forte representação da região do Caribe, que registra as mais altas taxas de infecção no continente americano.
Uma das questões mais difíceis em debate nesta sessão especial da Assembléia Geral da ONU, da qual participarão 24 chefes de Estado e de Governo e seis vice-presidentes, será como reunir fundos para lutar contra a epidemia. O diretor do programa das Nações Unidas contra a Aids, Peter Piot, reconheceu quinta-feira na ONU que a falta de recursos é o principal obstáculo para vencer o vírus no mundo.
A reunião deverá, por isso, centrar-se em como responder ao apelo lançado pelo secretário geral da ONU, Kofi Annan, durante a reunião de cúpula de chefes de Estado da África celebrada em abril passado em Abuja (Nigéria), na qual pediu a criação de um fundo internacional contra a Aids.
A ONU estima que a luta contra a Aids exigirá nos próximos cinco anos investimentos de 9 bilhões de dólares, especialmente para prevenção. A metade dessa cifra estaria destinada à África subsaariana, que é a região do mundo mais afetada pela Aids, com 25,3 milhões de enfermos ou portadores do vírus (isto é, 70% dos adultos e 80% das crianças infectadas no mundo).
Atualmente, os gastos globais em matéria de luta contra a Aids nos países em desenvolvimento não superam 1,8 bilhão de dólares, segundo as estimativas mais otimistas. Os técnicos consideram essa cifra irrisória, uma vez que 36 milhões de pessoas já foram infectadas pelo vírus, que faz 15 mil novos casos diariamente no mundo.


