ONU exige que Brasil apresente 2 nomes para comando no Haiti
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Agência Estado 
Brasília - A Organização das Nações Unidas (ONU) exige que o Brasil apresente dois nomes como opções para substituir o general Urano Bacellar no comando da missão internacional de paz no Haiti. O Planalto prefere que o escolhido seja o general José Elito Carvalho Siqueira para a vaga, cujo nome chegou a ser anunciado. Mas vai cumprir a formalidade imposta pelas Nações Unidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparecerá hoje à homenagem ao general Bacellar na Base Aérea de Brasília, antes de o corpo do militar ser embarcado para o Rio de Janeiro, onde será entregue à família e enterrado. Lula pediu para ser informado sobre qualquer novidade em relação ao caso.
Ontem, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, tentou amenizar o mal-estar criado entre o Exército e o Itamaraty, que se antecipou e anunciou o general Elito Siqueira para ser o novo comandante das forças de paz, alegando que outro nome ainda será apresentado à Organização da Nações Unidas (ONU), a quem cabe decidir.
O encaminhamento de dois nomes à ONU é praxe e assim foi feito na vez anterior, quando Bacellar foi escolhido, mas o nome que o Brasil quer no Haiti é o do general Elito que, inclusive está embarcando junto com o general Francisco Albuquerque, neste fim de semana, para Nova York, a fim de ser apresentado e conversar com as autoridades das Nações Unidas.
O corpo do comandante da força de paz da ONU no Haiti, general Urano Teixeira da Matta Bacellar será submetido a necropsia hoje cedo no Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil de Brasília, antes de seguir para sepultamento no Rio de Janeiro.
Serão realizados exames complementares para definir a causa da morte do militar. A principal suspeita, conforme os relatórios internacionais enviados ao Brasil, é de suicídio.
Hoje à tarde, será divulgado o laudo preliminar da necropsia pelo legista responsável, Malthus Fonseca Galvão. O laudo definitivo só estará pronto em uma semana e será anexado aos autos da investigação internacional que determinará a causa da morte do militar brasileiro.


