São Paulo - Após dois dias de deliberações marcadas pela politização do tema, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou ontem por consenso uma resolução que determina o envio de uma missão ao Sudão para apurar as alegações de abusos cometidos na região de Darfur, onde se estima que 300 mil pessoas tenham sido mortas em quatro anos de conflito.
O plano aprovado ontem faz parte de uma solução conciliatória entre as duas propostas apresentadas ao Conselho - a européia, que incluía uma condenação ao governo sudanês, e a africana, bem mais branda.
No fim da sessão de emergência, realizada em Genebra, os 47 membros do Conselho apoiaram uma resolução que não condena Cartum e cria uma missão de investigação que fica a meio caminho entre as duas propostas. Ela será chefiada pela relatora especial da ONU para os direitos humanos no Sudão, a afegã Sima Samar, que será acompanhada de cinco personalidades apontadas pelo presidente do Conselho.
O Brasil, que vinha sendo criticado por grupos de direitos humanos por não apoiar a proposta européia, foi um dos articuladores do plano de consenso.

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