ONU encontra traços de urânio enriquecido
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de junho de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Relatório interno da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujo conteúdo foi revelado ontem, afirma que o órgão da ONU encontrou traços de urânio enriquecido, tanto em baixo como em alto grau, em centrífugas nucleares da Líbia.
Diplomatas ocidentais acreditam que esse urânio tenha vindo do Paquistão. Também ontem, a polícia da Malásia prendeu o cingalês Buhary Abu Tahir.
Ele estava em liberdade no país, apesar de ter afirmado em interrogatório que Khan pediu sua ajudar para vender partes de uma centrífuga para o Irã em meados dos anos 90.
Em Viena, sede da AIEA, um diplomata ocidental disse que as crescentes similaridades entre os programas do Irã e da Líbia enfraquecem as alegações de Teerã de que suas pesquisas nucleares têm fins puramente pacíficos.
As centrífugas são usadas para enriquecer o urânio com o objetivo de obter combustível para usinas atômicas. Quando o urânio é enriquecido em alto grau ele se destina a bombas nucleares.
O relatório da AIEA não nomeia os países envolvidos no mercado negro nuclear. No entanto, fontes diplomáticas dizem que eles são a antiga União Soviética, a África do Sul, o Paquistão, os Emirados Árabes Unidos e a Malásia.


